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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Elogie pelo nome e critique pela categoria, sugere Warren Bufett


Como um homem se torna um dos maiores investidores do mundo? Existem diversas respostas para essa pergunta. Uma delas poderia ser: tendo total controle e segurança na gestão de seus empreendimentos e funcionários. E daí, surge um novo questionamento: como fazer isso? Quem responde é Mary Buffett e David Clark, em “Faça Como Warren Buffett”, lançamento do selo Lua de Papel, da editora Leya.
O livro detalha os princípios de gestão de Buffett e a maneira com que ele conduz seus negócios.
Entre os fatores que compõem a fórmula administrativa bem sucedida do investidor, está a capacidade de saber estimular sua equipe com elogios e com críticas. A regra para tal é simples: elogie pelo nome e critique pela categoria.
Veja no trecho extraído do livro como Buffett garante que seus diretores trabalhem sempre motivados com elogios sinceros e críticas verdadeiramente construtivas.
Elogie pelo nome, critique pela categoria
Warren sabe que os elogios e as críticas são as ferramentas mais importantes que um diretor pode usar. Se usadas corretamente, elas podem inspirar os funcionários a se dedicar ao trabalho com criatividade e ser bem-sucedidos. Se usadas incorretamente, podem destruir o ânimo, a ambição e a criatividade e, quase sempre, levar ao fracasso. Warren acha que aprender a usar bem os elogios e as críticas é a primeira tarefa motivacional de um administrador. Um diretor que que compreende perfeitamente esse desafio tem a capacidade de motivar os outros a serem bem-sucedidos, independentemente do que façam, seja motivar uma equipe de produção a ser mais eficiente ou fazer com que os filhos terminem o dever de casa.
Warren é um gênio ao elogiar ou criticar. Sua regra é simples: elogie pelo nome e critique pela categoria. Vejamos o que ele quer dizer com isso.
Todos esperam ouvir elogios. Nada nos faz sentir melhor em relação a nós mesmos ou nos inspira mais a fazer algo benfeito desde a mais tenra idade, quando ansiamos ouvir elogios de nossos pais, depois esperamos recebê-los dos professores e, no local de trabalho, de nossos chefes. Precisamos dos elogios: eles nos indicam que estamos no caminho certo e nos fazem continuar e nos superar.
Ninguém gosta de ouvir críticas. Nada destrói mais nossa autoconfiança do que sermos criticados por algo que fizemos ou deixamos de fazer. Nada conseguirá nos motivar menos. Odiávamos ouvir críticas quando crianças e odiamos ouvi-las agora como adultos. A crítica significa que compreendemos mal, que esse não é o caminho certo para nós, que devemos parar o que estamos fazendo e tentar novamente, ou desistir e fazer algo diferente. Normalmente, não gostamos de quem nos critica, o que significa que não ouviremos o que é dito: somos insensíveis a críticas.
Nada nos trará mais amigos do que elogiar e nada nos trará mais inimigos do que criticar.
Poucos diretores sabem como lidar com os elogios e as críticas. Esse é um dos maiores segredos administrativos de Warren: usar tanto elogios quanto críticas para fazer com que alguém se aprimore.
Warren monta a cena com elogios, prestigiando tanto os pequenos feitos quanto os grandes. Ele nunca perde a chance de elogiar os diretores, mas também possui uma memória excepcional e é um mestre em elogiar pessoas chamando-as pelo nome. Por quê? Porque nada é mais agradável do que o som do nosso próprio nome. Leia qualquer relatório anual feito por Warren Buffett e verá que está repleto de elogios aos seus diretores, todos mencionados pelo nome. Ele é bastante generoso ao distribuir elogios.
Warren coloca os diretores em uma posição confortável e faz com que se sintam especiais ao continuar a elogiá-los tanto pessoalmente quanto por escrito. O trabalho começa a ser mais do que um mero lugar para ganhar dinheiro: torna-se um lugar para aumentar a autoestima.
Como os diretores o respeitam, confiam nele e têm certeza de que Warren realmente está interessado em ajudá-los, ele desfruta de uma posição muito favorável para aconselhá-los. Aqui ele aplica também um pouco de sua “mágica”: jamais critica um diretor de forma direta. Quando um gerente, com quem tenha construído um relacionamento sólido, pede uma opinião profissional, e Warren não está de acordo, ele sugere isso de forma sutil, deixando o próprio diretor tirar as conclusões. Uma resposta clássica de Warren ao ouvir a ideia de um gerente seria dizer que parece interessante e, em seguida, contar uma história, em que ele, Warren, ou outro empresário, teve uma ideia parecida, que não funcionou, deixando que o diretor chegue a essa conclusão sozinho.
Warren aplica a mesma teoria quando fala sobre o mundo em geral – ele é rápido para elogiar um banqueiro por sua integridade, mas, se não está satisfeito com ele, apenas criticará a profissão de forma genérica. O banqueiro livra a cara e Warren expressa sua opinião sem perder um amigo.
Como Warren diz: “Elogie a pessoa, critique a categoria”.
Folha.com

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