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terça-feira, 26 de julho de 2011

Os resultados das mudanças nos Correios



Os Correios passam a adotar práticas de governança corporativa reconhecidas e incorporadas por grandes empresas
Notícia publicada na edição de 20/07/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 2 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
* Wagner Pinheiro de Oliveira
O incontestável crescimento da economia brasileira nos últimos oito anos tem nos colocado inúmeros desafios, sendo o principal deles acompanhar a demanda econômica dos mais de 40 milhões de pessoas que ascenderam à classe média. Neste sentido, os Correios têm trabalhado intensamente para atender melhor a população brasileira. A nova gestão da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos completa seis meses introduzindo mudanças fundamentais para que a tradicional eficiência na entrega de cartas e encomendas seja mantida.

Os Correios realizam a importante tarefa de integrar um país de dimensões continentais, por meio da distribuição diária de 35 milhões de objetos, entre cartas e encomendas. Com o crescimento econômico e a consequente ampliação da demanda, a ECT passa por eventuais atrasos na prestação de seus serviços. Para reverter a situação, diversas medidas já estão em andamento. Outras ações adotadas, visando à modernização tecnológica e de logística, já permitem vislumbrar uma maior sintonia entre a demanda e o pronto atendimento.

O passo mais importante para a garantia da qualidade no atendimento à população brasileira foi a alteração no Estatuto da empresa, que datava de 1979. O novo Estatuto permite à ECT tornar-se uma empresa mais ágil e voltada não só para o atendimento ao mercado interno como também para o externo. A Medida Provisória 532, enviada ao Congresso em maio último, prevê que os Correios possam trabalhar também no exterior, participar de empresas, criar subsidiária, além de poder celebrar parcerias comerciais. 

Além disso, com o novo Estatuto, os Correios passam a adotar práticas de governança corporativa reconhecidas e incorporadas por grandes empresas. Isso significa publicidade, transparência e prestação de contas; enfim, melhoria da governança corporativa. O controle sobre a empresa também foi fortalecido: a presidência do Conselho de Administração, que antes era exercida pelo presidente da empresa, passou a ser ocupada por um dos membros indicados pelo Ministério das Comunicações - atualmente, o próprio Ministro Paulo Bernardo. 

A implantação desse novo modelo de gestão nos Correios já demonstra os primeiros resultados. Em apenas seis meses, a empresa conseguiu grandes vitórias. Com absoluto sucesso, os Correios realizaram o concurso público nacional para quase 10 mil trabalhadores, que até o final de outubro já estarão nos quadros da ECT. A empresa ainda conseguiu realizar, com economia aos cofres públicos, licitação das linhas para transporte aéreo noturno de carga e para sua rede corporativa de dados, que interliga 7 mil unidades.

Há que se destacar também a bem sucedida licitação para escolha do novo parceiro do Banco Postal. Vencido pelo Banco do Brasil, o leilão foi disputado por grandes instituições financeiras e o valor alcançado, de R$ 2,3 bilhões, demonstra a importância de nossa rede de agências. O novo modelo de gestão aumentou, ainda, a transparência da empresa. O Relatório de Administração e o Balanço Contábil de 2010 foram publicados, em maio, na página dos Correios na internet, no Diário Oficial da União e em veículos de comunicação. Da mesma forma, os balanços financeiros da empresa serão amplamente divulgados e a sociedade brasileira poderá acompanhar de perto a evolução dos Correios, patrimônio de cada cidadão deste país. Além disso, criou o "Blog dos Correios", espaço na "internet" onde publicará suas ações e estará aberto a fazer debate com todos que se interessarem.

Ao mesmo tempo em que implementa práticas modernas de gestão, a ECT continua exercendo sua vertente social: contratou, até o momento, mais de 3,7 mil jovens aprendizes em todo o Brasil; atuou com eficácia na campanha para arrecadação de donativos para as vítimas de tragédias no Rio de Janeiro, no início do ano, e na campanha de combate à dengue no Amazonas; além disso, acaba de inaugurar a primeira agência em uma comunidade pacificada no Rio de Janeiro, o que trará grande desenvolvimento para a região.

Tais vitórias são apenas os primeiros passos de uma grande caminhada, mas já refletem a importante revolução em curso hoje nos Correios. O cenário para os próximos anos no Brasil é de grande crescimento e, com isso, os desafios continuarão surgindo. Os Correios continuarão seguindo o ritmo das mudanças, com transparência e empenho, sempre em busca da excelência na prestação dos serviços aos cidadãos e do cumprimento de seu papel social de integrador nacional.

* Wagner Pinheiro de Oliveira é economista formado pela Unicamp, especialista em Administração e Gestão Financeira pela FGV-SP e em Finanças pela USP, é presidente dos Correios.

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