"Na atual sociedade da informação, o que se procura (...) é o líder sábio, cuja capacidade de guiar as pessoas seja apurada pelos caminhos do conhecimento e da ética"

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Portal Influênciar 4


Portal Influênciar 4


Posted: 23 Jul 2011 10:03 AM PDT
O que torna as coisas especiais na vida é a maneira como as fazemos.
tripalium poiesis trabalho

O significado especial que concedemos ao trabalho é a maior fonte de motivação para realizá-lo bem. Por isso, a importância de vivermos apaixonadamente, com entusiasmo e alegria.

Acontece que no dia a dia somos submetidos a uma série de estímulos contraproducentes ao bom desempenho das nossas funções. Estes estímulos vêm do comportamento de outras pessoas, das nossas crenças e ilusões e de fatores culturais tão arraigados que os incorporamos, reproduzimos e nem nos damos conta…


A palavra trabalho, por exemplo, deriva do latim, da palavra tripalium, originariamente um instrumento de tortura do exército romano composto por três paus. Enviar alguém ao tripalium era sinônimo de obrigar ao sofrimento, dor e exaustão – ideias ainda hoje muito associadas ao trabalho profissional…

Como muitas pessoas se sentiam, ao longo da vida, "obrigadas" a trabalhar para sobreviver, ocorreu a generalização do termo e do sentido intrínseco de trabalho como algo penoso. Daí a melancolia do domingo à noite, afinal amanhã é segunda-feira, dia de voltar ao sofrimento, ao tripalium…

Os gregos, hedonistas, por sua vez, utilizavam a palavra póiesis (com o significado inicial de criação, ação, confecção, fabricação e, posteriormente, arte da poesia e faculdade poética), que em português deu origem a palavra poesia, resgatando o sentido helênico de atividade que revela a beleza do espírito, envolvendo, portanto, prazer e satisfação!

Em O Banquete de Platão, encontramos o termo póiesis como a maneira pela qual o Homem atinge a imortalidade. Neste texto são apresentados três caminhos para póiesis:

1) A póiesis natural, associada a ter filhos;
2) A póiesis social, associada ao heroísmo;
3) A póiesis da alma, associada ao cultivo de uma vida virtuosa e voltada ao conhecimento.

Assim, poesia (em lato sensu) é percebida como um fruto da alma, uma maneira de transcender o momento presente e eternizar nossa participação no mundo, deixar um legado, enquanto o trabalho é enxergado como um castigo ao qual somos submetidos.

Quem você imagina que é mais feliz? Aquele que identifica trabalho com tripalium ou com póiesis?

A maneira como fazemos as coisas e a qualidade dos resultados que obtemos depende das razões que nos levam a fazê-las, do nosso grau de entusiasmo e paixão ao realizá-las. Imprimimos nosso estado de espírito em tudo o que fazemos.

O significado, o senso de missão, a construção no novo, do belo e do melhor permeiam as melhores realizações da humanidade em todas as áreas.

Encontre o significado especial do seu trabalho em relação à sua vida e à vida das pessoas que você ama e considera. Como você se sente em relação ao seu trabalho? Por quê?

Na busca pelas razões nobres que o motivam a realizar seu trabalho, pergunte-se:

1 – Por que eu faço isso? E você encontra suas causas, as razões que o levam a fazer as coisas.
2 – Para que eu faço isso? E você encontrará o significado, a finalidade pela qual você faz o que faz.

Procure encontrar os melhores "porquês" e "para quês". Preencha sua vida de póiesis e elimine o tripalium. Afinal, o fato de que possa haver dor e sofrimento em vários momentos da vida, não pode e não deve transformá-la em uma tortura.

A vida é feita de escolhas. O que vivemos e como vivemos é sempre uma consequência natural, um desdobramento de nós mesmos. Vamos nos dedicar a fazer escolhas melhores, não somos prisioneiros do destino, somos poetas da criação, co-autores da história do mundo!

Paz e Alegria!

Por Carlos Hilsdorf: economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor do best seller Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, e do sucesso 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira. Referência nacional em desenvolvimento humano.
Site: www.carloshilsdorf.com.br – Twitter: @carloshilsdorf
Posted: 23 Jul 2011 09:32 AM PDT

Frequentemente, sou convidado por publicações especializadas a criar simulações do preço de ter ou de educar um filho.

Apesar de esse tipo de reflexão econômica aparecer com frequência na mídia, considero-a bastante descabida, a ponto de me recusar a fazer qualquer simulação nesse sentido.

Racionalmente, somos motivados a acreditar que a decisão de ter um filho ou não é essencialmente econômica, em razão dos custos de saúde, decoração, educação, alimentação, fraldas e afins. Quem adota esse raciocínio considera, portanto, que, além dos gastos que já tem atualmente, terá que arcar com os extras trazidos pelo pequeno ser.
Isso é verdade se seu orçamento se esgota com moradia, alimentação, saúde e transporte, os mais essenciais dos gastos básicos, o que não deveria acontecer. Esse é um evidente sinal do desequilíbrio financeiro em que vivem as famílias de hoje. Consumir todo um orçamento com despesas fixas e burocráticas - o tal do pagar contas - reflete uma péssima qualidade de consumo.

Gastamos tão mal nosso dinheiro que qualquer mudança nos conduz ao desequilíbrio. Imprevistos não são tolerados nem desejados, seja um problema de saúde, um acidente ou a bênção de ter filhos.
Já reparou como muitas pessoas se sentem angustiadas quando são convidadas a apadrinhar um casamento? De onde sairá a verba do presente? Quando uma família adota um padrão de consumo mais flexível, com menos compromissos fixos e mais gastos variáveis, seu maior ganho é a capacidade de amenizar imprevistos ou se adaptar a novas situações, como o desejo de ter um filho, por exemplo.

Imagine uma família que tem uma renda de R$ 2.000 mensais e que a consome toda com prestações do imóvel e do automóvel, com plano de saúde, contas de consumo, supermercado e combustível. Se alguém adoecer e surgir um novo gasto com medicamentos, essa família terá que recorrer ao crédito e se endividar. Agora, imagine se essa família optar por uma moradia 10% mais barata e por um automóvel 20% mais barato e econômico, reduzindo seu custo total para R$ 1.700. Essa família teria, agora, R$ 300 mensais para sair da rotina. Isso pode significar a formação de pequenas poupanças, a compra de presentes ou qualquer tipo de gasto com lazer. Ou, quando surgir um imprevisto, esses itens podem ser adiados para viabilizar o pagamento de medicamentos.

Esse é o raciocínio. Se um casal adota uma vida mais simples em termos de custos fixos e mais rica em experiências de lazer, cria no orçamento verbas flexíveis. Se descobre que terá um filho, poderá abrir mão de lazer nos meses de resguardo da gestação, e garantir as aquisições iniciais para bem receber o bebê. Se tem o hábito de viajar ou jantar fora, pode tranquilamente contar com a verba desses itens para suprir os gastos dos primeiros meses de vida.
Um casal que efetivamente curte o relacionamento e predomina seus gastos em viagens e gastos com bem-estar pode até ter uma economia orçamentária em razão da recomendada diminuição nos hábitos sociais nos primeiros meses de vida do bebê.

Obviamente, aqueles que acreditam que manterão a rotina de namoro e convívio social mesmo após a chegada dos filhos estão, no mínimo, negligenciando a importância de seu papel como pais.

Preparar-se para esse papel é muito mais importante do que fazer contas. A natureza é sábia e confere a pais e mães uma atitude mais focada após o nascimento dos filhos, o que facilita as escolhas profissionais e o aumento de renda. Na hora de tomar as grandes decisões de sua vida, evite simplificar suas escolhas em contas matemáticas. Seus valores, sua ética e sua missão de vida exigem uma posição mais madura, tanto econômica quanto emocionalmente. Se você acha que um filho sai caro, faça as contas de quanto custa um adulto. Sai mais barato pedir um divórcio amigável e adotar uma criança.
Gustavo Cerbasi (www.maisdinheiro.com.br) é consultor financeiro e autor de Casais Inteligentes Enriquecem Juntos (Ed. Gente), Investimentos Inteligentes (Thomas Nelson Brasil) Filhos Inteligentes Enriquecem Sozinhos (Ed. Gente).
Publicado originalmente no jornal Folha de S.Paulo, em 18/07/2011. Artigo protegido por direitos autorais. Reprodução autorizada desde que citada a fonte 

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