"Na atual sociedade da informação, o que se procura (...) é o líder sábio, cuja capacidade de guiar as pessoas seja apurada pelos caminhos do conhecimento e da ética"

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O Modelo de liderança na Bíblia



Abraham Shapiro 

Por sua influência real sobre o pensamento de toda a humanidade, a Bíblia é uma fonte de informações e prática sobre características de liderança. 

Por que tantos grandes líderes hebreus foram pastores antes de se tornarem líderes? 

David, filho de Jessé, segundo rei de Israel, pontua em um de seus Salmos a técnica que empregava na alimentação de seu rebanho. Os textos dizem que a compaixão que dedicava a cada ovelha conferiu-lhe aptidões para conduzir sua nação. 

Moisés cuidava do rebanho do sogro quando uma cabra fugiu. Conta a tradição Judaica que ele a seguiu e encontrou-a bebendo água numa fonte. Aproximando-se com cuidado, disse: "Tua sede te fez fugir? Estás cansada. Sacia-te e eu te carregarei de volta. Cuidarei para que isso não ocorra mais". 

Estes dois pastores, em especial, são exemplos de duas virtudes ímpares em liderança adquiridas junto aos seus rebanhos: compaixão e sensibilidade. Conheciam os hábitos e rotinas de cada um dos animais, e os tratavam individualmente. Seus maiores desafios? Os animais mais fracos. 

O Judaísmo observa que o comportamento do grupo vem do topo. Numa obra chamada Zôhar, lê-se: "Os atos do líder são os atos da nação. Se o líder é justo, a nação também é. Se o líder é injusto, a nação também é injusta e será punida pelos pecados do líder". ‘Nação' aqui se aplica a qualquer grupo de pessoas, inclusive empresas. Veja como ilustração o que ocorreu aos funcionários da Arthur Andersen no episódio Enron. Foram "punidos" pelos "pecados" de seus líderes traduzidos na destruição de documentos e outros comportamentos ilegais de administradores. 

Os funcionários da Enron também sofreram em decorrência das atividades ilegais e imorais dos seus líderes. Perderam empregos e, em muitos casos, as economias de toda a vida investidas em ações da empresa. Emocionalmente, a dor foi e continua sendo enorme para muitos. E o que dizer de acionistas externos, fornecedores e parceiros diretos e indiretos da empresa? Aí está o conceito de "nação" no texto citado. 
Praticidade e eficácia - particularidades maravilhosas da Bíblia. Faz pensar. Especialmente diante da enxurrada diária de propostas de treinamentos e aperfeiçoamentos de líderes com experiências em florestas, rios, montanhas e outros desafios. Caça-níqueis? Valores astronômicos investidos em programas que só prometem e não cumprem. Cadê os líderes? 

Em tempo de "períodos sabáticos" - novo modismo que permeia os altos escalões do mundo corporativo - melhor do que as injustificadas reciclagens, quase nunca diferentes de simples férias, fica a proposta de alguns meses pastoreando ovelhas e cabras. Este treinamento testado, aprovado e certificado por nada menos que as Escrituras Sagradas das três mais importantes religiões do planeta. 

É isso. E a Bíblia tinha razão. Outra vez! 

Líderes: raros como gemas preciosas. E porque não dizer: escassos como compassivos e sábios pastores de ovelhas! 

Texto publicado no dia 22/03/2010 na coluna Profissão Atitude do Jornal de Londrina e cedido gentilmente pelo autor para o Instituto Jetro.

Coletado de:
http://eticaeliderancacrista.blogspot.com.br/2012/10/o-modelo-de-lideranca-da-biblia.html

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