"Na atual sociedade da informação, o que se procura (...) é o líder sábio, cuja capacidade de guiar as pessoas seja apurada pelos caminhos do conhecimento e da ética"

sábado, 8 de junho de 2013

Liderança Y – agora é a vez deles

Quero corrigir o subtítulo... "Agora é a nossa vez"... rs....
Achei de importância ímpar esta reflexão de nossa colega Nanda Ricci, do site Administradores.com.br.
Leiam e reflitam a respeito...


"Há 02 anos a grande preocupação dos líderes era como lidar com colaboradores da polêmica geração Y, hoje (como eu previa e nem sou Nostradamus), eles (Y) estão chegando às lideranças.
Rápidos não são?! Pois é, e eles não são “apressadinhos”, como eu já ouvi de muitos gestores (geração X), eles apenas estão em harmonia com o mundo atual onde tudo é à velocidade de um clique no computador, tecnologia evoluindo à velocidade da luz, informação acessível em todos os lugares basta querer encontrar.
A geração Y está no ambiente dela, muitos de nós é que ainda insistimos em nos debater contra as mudanças nos agarrando a métodos e crenças ultrapassadas. Sim, elas sempre funcionaram! Ótimo! Mas já está na hora de mudar.
Por quê? Oras, se insistirmos qual será o resultado?
Quanto tempo ainda achamos que vamos “segurar” a evolução das coisas? E afinal, porque tentar segurar, porque não simplesmente mergulharmos nessa evolução com um pouco mais de confiança e coragem?
Sei que muitos gestores reclamam dessas ideias novas (como eles dizem), querem manter a liderança como sempre foi, baseada em conceitos como hierarquia e subordinação, o famoso “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. Cansei de ouvir isso minha vida toda e sempre me sentindo indignada com uma afirmação dessa.
Como assim obedecer? O que significa obedecer?
Segundo o dicionário obedecer significa Submeter-se à vontade de outrem, na execução de um ato. Agora me digam quem acha realmente que pode submeter sua vontade ao outro? Definitivamente ninguém obriga ninguém a nada, isso não existe. Se você solicita uma tarefa ao seu colaborador e ele a executa, não significa que ele te “obedeceu”, que sua vontade foi superior à vontade dele. Nada disso! Foi ele quem DECIDIU realizar a tarefa. Ilude-se o líder que pensa que “manda”. E esse é um dos grandes diferenciais da nova geração de líderes, os Y.
Os líderes Y, não têm a menor intensão de impor suas vontades, eles são agregadores, democráticos e principalmente conscientes de seus limites e ao invés de tentarem dar ordens aos seus colaboradores, eles são especialistas em lógica e argumentação.
É assim que um gestor Y lidera, ele procura inspirar confiança nos seus colaboradores para que esses decidam segui-lo e então suas solicitações são sempre feitas de forma lógica e argumentativa. Lógica porque entendem que as pessoas precisam decidir realizar essa ou aquela tarefa, e essa decisão deve ser baseada na necessidade e importância da mesma. Se os colaboradores não entenderem o real motivo para que uma tarefa seja feita ele pode até decidir realizar, mas quem garante que o comprometimento com o resultado será o desejado? Não será, porque a decisão de realizar a tarefa foi pelo motivo errado, qualquer um que seja menos o real, busca do resultado.
Então você pode estar se perguntando se no fim das contas não é uma gestão sem regras. Existem regras sim, mas essas são analisadas constantemente a fim de verificar sua utilidade e principalmente eficiência. E quando são determinadas as regras elas são apresentadas aos colaboradores com toda a justificativa para sua implantação. Antigamente as regras eram simplesmente impostas e muitas vezes apenas o corpo diretivo sabia exatamente porque e para que elas serviam. As pessoas tem o direito de saber por que algo é permitido ou proibido, isso não significa que não haverá mais regras ou pontos indiscutíveis, significa apenas que os colaboradores podem ter mais acesso a informações estratégicas.
A questão de quem manda e quem obedece na liderança Y é apenas um fator mínimo para analisarmos, mas entendo que é suficiente para muitos gestores gastarem algumas horas “esquentando seus neurônios”
Então vamos pensar a respeito, analise sua liderança e se pergunte: Meus colaboradores realmente me obedecem? Qual o nível de comprometimento com o resultado deles para com as tarefas que são solicitadas? Deixo essa “pulguinha” para vocês hoje."

Fonte:
http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/lideranca-y-agora-e-a-vez-deles/71122/

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